III Fórum Nacional do Comércio movimenta Brasília

Belo Horizonte | Quinta-feira, 26 de outubro de 2017 - 14h 54 - Atualizado às 15h 36

Evento reúne empresários políticos e lideranças do setor varejista em discussões sobre os principais gargalos do setor e a recuperação econômica

Criado em 2013 pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o Fórum Nacional do Comércio objetiva criar momentos de discussão sobre a economia do País, além de ampliar o debate para a esfera política, econômica e institucional, com o firme propósito de submeter ao poder público propostas que redirecionem a política econômica para assegurar maior competitividade às empresas dos setores de Comércio e Serviços.

 

 

Em sua terceira edição, que aconteceu nos últimos dias 24 e 25 de outubro, o evento abordou temas como inovação no varejo, sistema financeiro, reformas estruturais brasileiras e a retomada do crescimento econômico do país. Entre palestrantes, painelistas e mediadores, passaram pelo palco figuras como o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, os jornalistas Sérgio Aguiar, Heraldo Pereira e Renata Ceribelli, além de grandes nomes da tecnologia, como Gustavo Caetano, CEO da Sambatech, e Alberto Serrentino, fundador da Varese Retail.

 

 

A importância do setor de comércio e serviços para a economia nacional. Essa foi a tônica dos discursos e debates que movimentaram o III Fórum Nacional do Comércio. Promovido pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pela Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal, o evento reuniu mais de 800 pessoas, nos dias 24 e 25 de outubro, em Brasília.

 


Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o Fórum cumpriu importante missão de trazer relevantes debates sobre inovação, sistema financeiro e a retomada do crescimento econômico. “Desejamos que os debates desse evento possam inspirar um movimento de mobilização e transformação do Brasil, inclusive no processo social, agregando a força do varejo brasileiro. Fazemos parte da força produtiva e da cultura desse Brasil e por isso está na hora de sermos mais reconhecidos”, destacou Pinheiro.

 


Além de reunir empresários e lideranças do setor varejista, a cerimônia de abertura contou com a presença de políticos que prestigiaram um dos principais eventos do varejo no Brasil. Ao apresentar uma palestra com muitos dados que demonstram que a retomada da economia já está em marcha, o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, destacou que é preciso incentivar a atividade do empresário no Brasil. “A estratégia de retomada do crescimento econômico do governo atual tem como bases principais as reformas estruturantes, a melhoria no ambiente regulatório, a modernização da gestão pública e a eficiência de gastos”, elencou Oliveira. Em sua apresentação, o ministro ressaltou as iniciativas que o governo vem realizando para melhorar o ambiente de negócios.

 

Também prestigiando a abertura do Fórum, o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, abordou o Plano Progredir, uma parceria do governo federal com a União Nacional de Entidades de Comércio e Serviços (UNECS), também presidida por Honório Pinheiro. “Só com transferência de renda não ser faz um progresso humano, econômico e social. Por isso criamos o Programa Progredir, que é uma oportunidade para dar emprego e renda para quem está no Bolsa Família. E vocês, empresários e varejistas, são os maiores empregadores do Brasil”, afirmou Terra.

 

Para o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, Brasília acompanha a retomada do desenvolvimento econômico nacional por meio da atividade varejista. “Temos os primeiros bons indicadores de retomada do crescimento econômico no DF e tenho certeza que o varejo contribui em grande escala para essa retomada. Tenho certeza que vamos continuar superando obstáculos para criar um ambiente econômico melhor para todos”, avaliou o governador.

 

A cerimônia de abertura contou ainda uma apresentação do renomado economista, Eduardo Giannetti da Fonseca. Ao destacar os problemas decorrentes da recente política econômica nacional, o professor afirmou que o grande desafio para a recuperação econômica é a política fiscal. “Estamos vacinados depois de uma experiência recente tão desastrosa de economia populista. A volta da confiança só se dará com o equilíbrio fiscal e alguma redução da incerteza política”, afirmou. E entre aplausos da plateia, Giannetti conclamou: “Menos Brasília e mais Brasil”.



Debates
 

 

O segundo dia do III Fórum Nacional do Comércio foi recheado por estimulantes debates. No início da programação, os principais pontos pertinentes às reformas trabalhista, previdenciária e tributária abriram os debates. O coordenador da União Nacional de Entidades de Comércio e Serviços (UNECS) e presidente da CNDL, Honório Pinheiro, falou sobre os impactos das reformas no setor varejista e de comércio e serviços, que responde por 19,1% dos empregos formais em todo país. “Nossa aproximação com o Congresso tem viabilizado uma agenda com mais objetividade. Precisamos entender que a atualização trabalhista, por exemplo, é geradora de novos empregos e com certeza reduzirá o custo das nossas operações. A tributária é uma necessidade urgente no setor produtivo e a previdenciária é o futuro”, resumiu Pinheiro.

 

Segundo o relator da reforma da previdência, o deputado Arthur Maia (PPS/BA), hoje, o Brasil é um dos poucos países que ainda admite a aposentadoria por tempo de contribuição. “Na América Latina apenas o Brasil e o Equador ainda seguem esse modelo. Isso por si só já é uma razão para fazermos essa reforma. Enviamos uma proposta de mudança que se baseia no fim da idade mínima”, avaliou.

 

Já o relator da reforma tributária, Luiz Carlos Hauly (PSDB/PR), propõe ao Brasil uma simplificação tributária geral. “Precisamos transformar esse manicômio tributário, do ponto de vista jurídico. Com as alterações que propomos irá diminuir a burocracia, o modelo será justo e o controle desse sistema não permitirá exceções. Vamos diminuir o peso da tributação do consumo passando para renda”, pontuou Hauly.

 

Para o deputado e relator da modernização trabalhista, Rogério Marinho, o Fórum é uma oportunidade para a reflexão. “É um momento de balanço do que ocorreu durante esse ano, a exemplo da aprovação da reforma trabalhista e da diferenciação de preços de acordo com o meio de pagamento. Foram são avanços que conseguem dar uma velocidade maior ao desenvolvimento deste setor”.



 

Ponto de vista econômico



O encerramento do evento foi feito pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. O ministro fez uma análise dos aspectos que impulsionaram o início da retomada da economia neste ano e destacou o papel do varejo nesse reaquecimento. “Temos na economia brasileira um ponto nevrálgico entre produção e consumo que é exatamente o comércio”, afirmou o ministro. Segundo ele, o varejo foi novamente um setor fundamental nessa retomada já que está no positivo na geração de novos empregos e apresenta um crescimento sólido.

 

O ministro acrescentou que o Brasil já voltou a crescer e a queda da inflação permitiu ao Banco Central fazer o corte adequado da taxa Selic. “Com isso há um aumento no poder de compra da população e estabilidade na economia. Assim os juros caem beneficiam a economia, consumidores, empresários e toda a população brasileira”.

 

Com a perspectiva de crescimento de 2,5% no volume de vendas até o fim de 2017, Meirelles mencionou que uma pesquisa do Banco Central prevê um crescimento de 2,5% em 2018 e reforçou o papel do varejo nesse crescimento. “O varejo, em última análise, é o elo entre a produção e o consumo. E um varejo que esteja crescendo como está é uma indicação muito importante de sustentabilidade”, concluiu Meirelles.

 

O painel “O Sistema Financeiro e o Desenvolvimento do Varejo” reuniu representantes do Banco do Brasil, Caixa econômica, Banco do Nordeste e Banco de Brasília. Mediados pelo jornalista da Globo News, Sérgio Aguiar, os palestrantes elencaram programas e soluções voltados para o segmento varejista. Linhas especiais de crédito para micro e pequenos empresário também tiveram destaque. O programa Avança Varejo, recentemente lançado pela CNDL em parceria com a Caixa foi um dos destaques do painel, revelando que mais de 500 empresas, de 15 estados, receberam cerca de R$ 40 milhões para impulsionar os negócios. Como próximos passos do programa, estão previstos um aperfeiçoamento do modelo de atendimento e a preparação para um novo ciclo em 2018.

 

Outra discussão sobre os rumos da economia reuniu duas economistas-chefe de renome: Zeina Latif, da XP Investimentos, e Marcela Kawauti, do SPC Brasil. No painel “O Setor de Comércio e Serviço e Retomada do Crescimento Econômico”, a recuperação econômica foi reafirmada e o peso do setor varejista destacado. Novamente a questão fiscal foi apontada como grande desafio. “A crise foi de origem fiscal, mas o mal funcionamento do mercado de crédito foi o principal agravante. O desafio ainda é grande e sem avançar na política fiscal, a retomada pode ser voo de galinha”, declarou Zeina Latif.


 

Importância da inovação

 

Mas as discussões do Fórum não ficaram restritas às discussões sobre economia. Um dos painéis mais comentados foi o “Crescendo com inovação”, que apontou a cultura digital como elemento essencial na transformação do varejo. Mediado pela jornalista Renata Ceribelli, o painel contou com as palestras do fundador da Varese Retail, Alberto Serrentino, e do CEO da Sambatech, Gustavo Caetano.

 

Serrentino falou sobre os principais desafios de inovar no setor. O consultor, com mais de 30 anos de experiência em varejo e consumo, afirmou que o mundo digital faz com que as empresas varejistas repensem seus modelos de negócios. “O empresário inova quando identifica maiores oportunidades de gerar valor para o seu cliente. É preciso inserir a cultura digital no ambiente de varejo, gerando engajamento de pessoal e mudanças no modelo de gestão”, analisou Serrentino.

 

Considerado uma das mentes mais inovadoras do país, Gustavo Caetano falou da sua experiência profissional com a inovação em grandes empresas. Para ele, o diferencial está em buscar soluções em mercados inexplorados e não criar resistência diante das mudanças. “Ter um propósito para inovar de forma que melhore a vida das pessoas tentando resolver algo que está errado é essencial. Planejar menos e executar mais também é um caminho para excelentes resultados”, destacou o Caetano. Segundo o especialista, bloqueios mentais e a resistência a novas ideias fazem com que as pessoas não consigam sair do lugar.
 

 

 

As fotos do Fórum já estão disponíveis!

 

Fórum - Primeiro dia
Fórum - Segundo dia

 

Quase 100 notícias foram veiculadas durante os dois dias de evento. Confira algumas das matérias!

Valor Econômico 
Estadão 
Poder360 
Agência Brasil

 

 

Com informações da CNDL.

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